Centro de Estudos em Fotografia de Tomar - Fotografia e Território
  • Capa anterior - Maquete Livro CRIL
  • Torre APL, Gonçalo Byrne
  • Edificio ANJE, Álvaro Siza Vieira
  • Torre Monsanto, Mário Sua Kay
  • Hortas urbanas bairro do Zambujal
  • Parque de Campismo de Monsanto, Francisco Keil do Amaral
  • Bairro do Alto do Zambujal, Vitor Figueiredo
  • Bairro do Alto do Moinho, Francisco Silva Dias (esq) - PER Buraca, Ana Lúcia Barbosa (dir)
  • PER Travessa Sargento Abilio, Paulo Tormenta Pinto (esq) - Torres de Habitação em Alfragide, Atelier Conceição Silva (dir)
  • Dolce Vita Tejo, Promontórios Arquitectos
  • Fórum Luis de Camões, Teresa Castro e José Soalheiro
  • Centro Cultural da Malaposta (esq) - Santo António dos Cavaleiros (dir)
  •  Pombais do Bairro de Santo António
  • Bairro da Portela de Sacavem, Fernando Silva
  • Expansão do Areoporto da Portela, Francisco Keil do Amaral
  • Ponte Vasco da Gama, Armando Rito e Michel Virlogeux
  • Porto Brandão
  • Santo António dos Cavaleiros
  • Janela em rolo
  • Alcochete
  • Mapa
  • Capa posterior - Maquete Livro CRIL

CRIL

Projetos
Fotógrafo: Sebastiano Raimondo

Ano: 2012
IC17 - CRIL Lisboa

 

Existe um rito mágico pelo qual a chuva é invocada e propiciada regando a poeira seca da terra. Da mesma forma o universo é invocado e propiciado como quando é construída uma casa. A casa é a reconstrução do espaço do universo, como a água derramada na terra é a reconstrução da chuva.

A fotografia sempre foi, e hoje é mais do que nunca, um rito mágico: cada vez que a realidade mágica da fotografia é perdida a fotografia também está perdida.

[...]

A fotografia vive nessa coexistência de invocação e presunção, vive por vontade mágica, reconstruindo de acordo com os pedidos, as cadências e o procedimento meticuloso do rito, o grande e caótico espaço do universo, e vive estabelecendo por símbolos estáticos e petrificados, levantados contra o céu, o signo da presença humana, isto é, o signo da convenção humana.

O rito da fotografia é feito para tornar real um espaço que não era real antes do rito.

Um espaço é real quando é sólido em atributos e carregado de significados, quando é condensado - como um caldo - de presenças e sugestões, quando côa - como uma cor densa - de surpresas e transformações, quando fica pálido nas sombras e corrompido na luz.

[...]

A fotografia, como um rito que reconstrói o espaço universal, é como um espaço universal, luz e cor acima de tudo e a sua estrutura é uma estrutura cromática. Não é, como o credo da fotografia de hoje quer, uma estrutura colorida.


“O Espaço real - Para um Bauhaus imaginista contra um Bauhaus imaginário” Ettore Sottsas 1956 (modificado trocando a palavra Arquitectura por Fotografia)


* * * *


Sebastiano Raimondo (Gangi – Italia, 1981).

Concluiu os seus estudos de Arquitectura na Faculdade de Palermo em 2013, com um projecto fotográfico realizado na cidade de Lisboa “Uma ponte - la fotografia come forma di abitare il mondo e construirlo”. Em 2014 fundou o grupo “Presente Infinito” com cinco amigos fotógrafos na cidade de Nápoles. Com eles editou o livro homónimo, criou várias exposições na Itália e no estrangeiro e o projeto coletivo "Napoli - nuova luce". Vive entre Portugal e Itália, dando continuidade à sua investigação artística e estudos em fotografia no Doutoramento em "Arquitectura dos territórios metropolitanos contemporâneos" do ISCTE-IUL em Lisboa. Publicou fotografias e textos para: Passagens, Caleidoscópio, Lisboa 2013; Lições de Arquitectura, Circo de ideias, Porto 2017; Sophia, edições Scopio Porto 2018 e 2019; Edizioni Caracol, Palermo 2019; Sacred, Urbanautica Institute 2020; Palermo/Periferie,  Academia de Belas Artes de Palermo 2020. Leciona fotografia na Academia de Belas Artes de Palermo desde 2018/19.

Sebastiano Raimondo

Voltar ao Início
Partilhar
6

Gostaram deste artigo

Deixe o seu comentário