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Nas Curvas do Espanto: Médio Tejo — Que Caminhos para uma Mudança?

Projetos


Nas Curvas do Espanto: Médio Tejo — Que Caminhos para uma Mudança?
Residência Fotográfica, Exposição e Mediação Cultural no Território de Mação

 
Nas Curvas do Espanto é um projeto de fotografia, território e mediação cultural desenvolvido no concelho de Mação, no Médio Tejo, um território profundamente marcado pelos incêndios de 2017. Partindo de uma residência fotográfica com estudantes, realizada em 2018, o projeto procura compreender e representar as transformações ecológicas, sociais e culturais do território, articulando produção artística, reflexão crítica e envolvimento comunitário.

 


Enquadramento e objetivos

O projeto centra-se na ideia de que a fotografia é uma ferramenta essencial para ler, documentar e interpretar o território, permitindo simultaneamente registar impactos, reconstruir memórias, criar debate público e imaginar futuros possíveis.

A escolha de Mação deriva da sua singularidade: um território afetado por catástrofes ambientais, mas também detentor de uma rica diversidade morfológica, arqueológica e humana. Entre espanto e urgência, a fotografia torna-se mediadora entre passado e futuro, convocando novas formas de consciência ambiental e cidadania territorial.

 


Estrutura e Itinerários

A exposição resultante foi organizada em quatro itinerários — Sul, Este, Centro e Norte — oferecendo diferentes leituras da paisagem e das dinâmicas territoriais:

  • Sul – O Tejo como eixo estruturante, refletindo práticas tradicionais, arqueologia fluvial e problemas contemporâneos como gestão de caudais e poluição.
  • Este – Património vernacular, agricultura tradicional, abandono rural e pressão da floresta intensiva, revelando as causas profundas do risco de incêndio.
  • Centro – A paisagem queimada: vestígios, silêncios, renascimentos. A fotografia enquanto testemunho sensorial e contra-narrativa da destruição.
  • Norte – Contras­tes entre verde e negro, eucaliptal e regeneração, rutura e esperança. Inclui o miradouro e o santuário de Santo António como símbolos de resiliência.


Esta estrutura narrativa aproxima o visitante da complexidade do território, articulando observação, deslocação e descoberta.

 

 
Programação e mediação cultural

O projeto afirma-se também como plataforma de educação patrimonial e ambiental, integrando:

  • Residência fotográfica com estudantes;
  • Workshops com Duarte Belo (Tomar) e António Ventura (Mação);
  • Visitas de estudo e ações dirigidas à comunidade;
  • Palestra “Fotografia, Antropização, Património & Território”, reunindo especialistas, investigadores, fotógrafos, representantes institucionais e participantes da residência. A palestra abordou temas como gestão territorial, processos de antropização, políticas florestais, alterações climáticas, património cultural e papel da fotografia na produção de conhecimento sobre o território.

 A diversidade de atividades confere ao projeto um caráter participativo e transdisciplinar, criando um espaço de diálogo entre saberes, gerações e áreas profissionais.

 


A fotografia como instrumento de leitura e ação

A exposição e o conjunto de iniciativas associadas revelam uma compreensão profunda da fotografia como:

  • Documento das transformações ambientais e sociais;
  • Expressão sensível de espanto, perda e resiliência;
  • Ferramenta de memória para preservar lugares e práticas ameaçadas;
  • Agente político que convoca reflexão pública sobre ordenamento, abandono, políticas florestais e futuro dos territórios do interior;
  • Dispositivo de mediação cultural que aproxima comunidade, instituições e investigadores.

 

Impacto e alcance

Com cerca de 90O visitantes contabilizados, a itinerância e a participação ativa de estudantes, especialistas e população local, o projeto demonstra forte capacidade de mobilização e de construção de comunidades de interpretação — condição essencial para uma cultura territorial crítica e informada.

A documentação produzida (fotografias, textos, registos de atividades) constitui hoje um contributo relevante para o arquivo visual do Médio Tejo, reforçando a importância da fotografia na compreensão das paisagens em transformação.

 


Conclusão

Nas Curvas do Espanto: Médio Tejo, que caminhos para uma mudança? articula de forma exemplar fotografia, investigação territorial e mediação cultural. Num contexto marcado por incêndios, despovoamento e mudanças ambientais, o projeto revela a paisagem de Mação como um sistema vivo, em tensão entre vulnerabilidade e renovação.

Mais do que uma exposição, constitui um processo contínuo de leitura crítica do território e de construção de memória coletiva, contribuindo para imaginar novos caminhos para o futuro do Médio Tejo.

 


Ficha Técnica

Residência Fotográfica (16–27 julho 2018)

Participantes:

  • Beatriz Areias
  • Filipe Martins 

 

Orientação:

  • António Ventura
  • Sara Cura
  • Sara Garcês

 

Apoio Técnico:

  • Anabela Borralheiro, técnica superior em conservação e museologia, CMM
  • Gonçalo Figueiredo, Técnico superior em fotografia, IPT

 

Apoio Logístico:

  • Câmara Municipal de Mação
  • Instituto Politécnico de Tomar

 

 

Projeto Expositivo

Coordenação: 

  • António Ventura
  • Patrícia Romão
  • Sara Cura

 

Produção:

  • equipa CEFT – Casa dos Cubos
  • equipa de apoio CEFT / IPT / CMM

 

Créditos Fotográficos: 

  • António M. Ventura
  • Beatriz Areias
  • Filipe Martins
  • Gonçalo Figueiredo

 
Textos: Sara Cura

 
Design de Comunicação: Duarte Carolino

 

Organização:

  • CEFT – Casa dos Cubos
  • Câmara Municipal de Tomar, CMT
  • Instituto Politécnico de Tomar, IPT

 

Apoio: Câmara Municipal de Mação

 
Parceiros: 

  • Instituto Terra e Memória
  • Cátedra UNESCO – Gestão Cultural Integrada do Território

 

NAS CURVAS DO ESPANTO: MÉDIO TEJO, QUE CAMINHOS PARA UMA MUDANÇA?

 

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